Curitiba, 12 de novembro de 2025, escrito por Gilson Rodrigues. Quando uma emergência médica acontece em locais remotos ou quando o tempo é crucial para salvar uma vida, o transporte terrestre pode não ser suficiente. A ambulância aérea é uma aeronave especialmente equipada com tecnologia médica avançada para transportar pacientes em estado crítico de forma rápida e segura. Este tipo de serviço médico utiliza helicópteros ou aviões adaptados como UTI móvel, permitindo atendimento especializado mesmo durante o voo.
No Brasil, empresas como a Brasil Emergências Médicas oferecem esse serviço essencial 24 horas por dia, conectando pacientes a centros médicos especializados quando cada minuto pode fazer a diferença. O transporte aeromédico supera barreiras geográficas que dificultariam ou impossibilitariam o deslocamento por ambulância particular convencional.
Este artigo explora como funciona o sistema de ambulância aérea, desde os tipos de aeronaves utilizadas até os equipamentos médicos embarcados. Você descobrirá quando esse serviço é necessário, quais profissionais compõem a equipe médica e como o transporte internacional funciona para repatriamento de pacientes.
O que é Ambulância Aérea?

A ambulância aérea é uma aeronave especialmente equipada para transportar pacientes em situações críticas ou emergenciais. Este serviço oferece vantagens únicas comparado ao transporte terrestre tradicional.
Definição e Conceito
A ambulância aérea representa uma modalidade de transporte médico que utiliza aeronaves adaptadas para atendimento hospitalar. Estas aeronaves são equipadas com equipamentos médicos avançados similares aos encontrados em UTIs hospitalares.
O helicóptero ambulância é o tipo mais comum de aeronave médica utilizada em emergências urbanas. Ele permite pousos em espaços reduzidos como hospitais e locais de acidentes.
O avião ambulância é usado principalmente para distâncias longas entre cidades ou estados. Estes aviões ambulância oferecem mais espaço interno e capacidade para voos prolongados.
A UTI aérea funciona como uma unidade de terapia intensiva voadora. Ela conta com ventiladores, monitores cardíacos, bombas de infusão e outros equipamentos essenciais para manter pacientes críticos estáveis durante o transporte.
Principais Diferenças entre Ambulância Aérea e Terrestre
O transporte médico aéreo oferece velocidade superior ao terrestre em distâncias longas. Enquanto uma ambulância terrestre pode levar horas para percorrer grandes distâncias, a aeronave médica reduz significativamente este tempo.
A ambulância aérea supera obstáculos geográficos como montanhas, rios e áreas de difícil acesso. Ela também evita problemas de trânsito urbano que podem atrasar o atendimento de emergência.
Principais vantagens da ambulância aérea:
- Acesso a regiões remotas
- Velocidade de transporte superior
- Equipamentos médicos avançados
- Equipe médica especializada a bordo
O custo operacional da ambulância aérea é consideravelmente maior que o transporte terrestre. Porém, em situações críticas onde cada minuto conta, este investimento pode ser decisivo para salvar vidas.
Situações em que a Ambulância Aérea é Necessária

O transporte aéreo medicalizado é usado quando o tempo é crítico ou quando o acesso terrestre é limitado. Essas situações incluem emergências graves, transferências entre hospitais, resgates em locais remotos e eventos especiais.
Emergências Médicas e Resgates
As emergências médicas graves são os casos mais comuns para usar ambulância aérea. Acidentes de trânsito com vítimas em estado crítico precisam de transporte rápido para hospitais especializados.
Infartos e derrames cerebrais também requerem ambulância aérea. Cada minuto perdido pode causar danos permanentes ao paciente. O transporte aéreo reduz o tempo até o hospital em até 70% comparado ao transporte terrestre.
Resgates em acidentes de trabalho são outra situação comum. Quedas de altura, acidentes em construção e emergências industriais frequentemente precisam de transporte em maca especializada.
Principais emergências atendidas:
- Acidentes de trânsito graves
- Infartos e derrames
- Traumas múltiplos
- Acidentes de trabalho
- Afogamentos e queimaduras extensas
Transporte Inter-Hospitalar
O transporte inter-hospitalar move pacientes entre diferentes hospitais. Isso acontece quando um hospital não tem equipamentos ou especialistas necessários para tratar o paciente.
Pacientes em UTI precisam de cuidados intensivos durante o transporte. A ambulância aérea tem equipamentos similares aos de uma UTI terrestre. Monitores cardíacos, respiradores e medicamentos ficam disponíveis durante todo o voo.
O transporte de doentes para cirurgias especializadas também é comum. Transplantes de órgãos são um exemplo onde o tempo é crítico. A condição clínica do doente pode piorar rapidamente sem o transporte adequado.
Brasil emergências médicas mostram que 40% dos voos são para transporte entre hospitais. Isso inclui transferências de hospitais regionais para centros médicos maiores.
Atendimento em Áreas Remotas
Áreas remotas do Brasil têm acesso limitado a hospitais. Comunidades rurais, áreas de mineração e regiões de floresta dependem do transporte aéreo para emergências médicas.
O traslado de pacientes dessas áreas pode levar horas por terra. Estradas ruins ou inexistentes tornam o transporte terrestre impossível. A ambulância aérea alcança esses locais em minutos.
Locais comuns de atendimento:
- Comunidades rurais isoladas
- Plataformas de petróleo
- Áreas de mineração
- Regiões de floresta
- Ilhas e locais costeiros remotos
Indígenas e ribeirinhos também dependem desse serviço. Muitas vezes são os únicos meios de chegar a um hospital especializado.
Ambulância para Eventos e Casos Eletivos
A ambulância particular atende eventos especiais e casos eletivos. Grandes eventos esportivos, shows e festivais contratam esse serviço como medida preventiva.
O transporte médico eletivo inclui pacientes que precisam viajar longas distâncias para tratamento. Isso não é uma emergência, mas o paciente precisa de cuidados médicos durante o transporte.
Ambulância para eventos fica de plantão durante todo o evento. Se acontecer uma emergência, o paciente recebe atendimento imediato e transporte rápido para o hospital.
Casos eletivos incluem:
- Repatriação de pacientes
- Transporte para tratamentos especializados
- Acompanhamento de pacientes em viagens
- Transferências programadas entre hospitais
Tipos de Ambulância Aérea
As ambulâncias aéreas se dividem em três categorias principais: helicópteros para resgates urbanos e locais de difícil acesso, aviões ambulância para transporte de longa distância e UTI aérea para pacientes críticos.
Helicópteros
O helicóptero ambulância é o tipo mais comum de aeronave médica no Brasil. Ele pode pousar em espaços pequenos como hospitais, estradas e locais de acidentes.
Estes veículos são ideais para resgates em áreas urbanas. Eles também funcionam bem em lugares onde aviões não conseguem chegar. O tempo de resposta é menor que outros meios de transporte.
Principais usos:
- Acidentes de trânsito
- Emergências médicas urbanas
- Resgates em montanhas
- Transporte entre hospitais próximos
Os helicópteros ambulância carregam equipamentos básicos de suporte à vida. A equipe médica geralmente inclui um piloto, enfermeiro e médico.
Jatos e Aviões Ambulância
Os aviões ambulância são usados para transporte de longa distância. Eles voam mais rápido que helicópteros e carregam mais equipamentos médicos.
Este tipo de aeronave médica é escolhido quando o paciente precisa viajar entre estados ou países. Os jatos ambulância oferecem mais conforto durante voos longos.
Vantagens dos aviões ambulância:
- Velocidade: Viajam mais rápido que helicópteros
- Alcance: Podem voar distâncias muito longas
- Espaço: Mais área para equipamentos médicos
- Estabilidade: Voo mais suave para pacientes críticos
Os aviões precisam de pistas de pouso. Isso limita onde eles podem pousar comparado aos helicópteros.
UTI Aérea
A UTI aérea é uma unidade de tratamento intensivo completa dentro de uma aeronave. Este tipo oferece o mais alto nível de cuidado médico durante o transporte.
Estas aeronaves médicas carregam equipamentos avançados. Eles incluem ventiladores, monitores cardíacos e bombas de medicação. A equipe médica é especializada em cuidados intensivos.
Equipamentos da UTI aérea:
- Ventilador mecânico
- Monitor multiparamétrico
- Desfibrilador
- Bomba de infusão
- Equipamentos para cirurgia de emergência
A UTI aérea é usada para pacientes em estado crítico. Ela permite que médicos façam procedimentos complexos durante o voo. Este tipo custa mais que outras ambulâncias aéreas.
Funcionamento do Transporte Aeromédico
O transporte aeromédico segue protocolos rígidos desde o primeiro contato até a entrega do paciente no destino. Cada etapa envolve avaliação médica detalhada e coordenação logística especializada para garantir segurança durante todo o voo.
Etapas do Atendimento
O atendimento aeromédico inicia com o contato telefônico da família ou hospital solicitante. A central recebe informações básicas sobre o estado do paciente e localização.
A equipe médica realiza uma avaliação inicial por telefone. Eles coletam dados sobre diagnóstico, sinais vitais e necessidades especiais do paciente.
Preparação da aeronave acontece simultaneamente à avaliação. A equipe verifica equipamentos médicos, combustível e condições meteorológicas para o voo.
A equipe médica especializada embarca na aeronave. Ela inclui médico, enfermeiro e piloto treinados para emergências aéreas.
Durante o voo, a equipe monitora constantemente os sinais vitais. Eles mantêm comunicação via rádio ou telefone via satélite com hospitais quando necessário.
A chegada ao destino envolve transferência direta para o hospital. A equipe aeromédica repassa todas as informações médicas para a equipe hospitalar receptora.
Central de Ambulância Aérea e Coordenação
A central de ambulância aérea funciona 24 horas por dia. Ela coordena todas as operações de transporte aeromédico e serve como ponto central de comunicação.
Profissionais especializados atendem as chamadas de emergência. Eles avaliam cada caso e determinam se o transporte aéreo é necessário e viável.
A central coordena múltiplos aspectos logísticos:
- Autorização de voo junto aos órgãos competentes
- Comunicação com hospitais de origem e destino
- Planejamento de rota considerando condições meteorológicas
- Coordenação da equipe médica e equipamentos necessários
Sistemas de comunicação avançados mantêm contato constante. A central usa telefone via satélite e rádio para coordenar operações em áreas remotas.
Documentação médica é preparada durante o processo. A central organiza todos os relatórios e autorizações necessárias para o traslado de pacientes.
Processo de Avaliação Pré-Transporte
A avaliação médica detalhada determina se o paciente pode ser transportado com segurança. O médico da central analisa o quadro clínico e estabilidade do paciente.
Critérios específicos são verificados antes da autorização:
- Estado hemodinâmico estável o suficiente para o voo
- Via aérea protegida e ventilação adequada
- Pressão intracraniana controlada em casos neurológicos
- Equipamentos necessários disponíveis na aeronave
Contraindicações absolutas impedem o transporte aeromédico. Pacientes com pneumotórax não drenado ou hipertensão intracraniana não controlada não podem voar.
A equipe médica seleciona equipamentos específicos para cada caso. UTI aérea, ventiladores e medicamentos são preparados conforme necessidades do paciente.
Autorização final só é dada após revisão completa. O médico coordenador confirma que todos os requisitos de segurança foram atendidos para o medvac.
Equipe Médica e Profissionais Envolvidos
As ambulâncias aéreas operam com equipes médicas altamente especializadas. Esses profissionais trabalham juntos para garantir cuidados intensivos durante o transporte de pacientes críticos.
Composição da Equipe Médica
A equipe básica de uma ambulância aérea inclui médicos especialistas em resgate e transporte aeromédico. Eles são responsáveis pela estabilização e monitoramento dos pacientes.
Enfermeiros especializados fazem parte essencial da equipe. Eles possuem treinamento específico em cuidados intensivos durante o voo.
Técnicos em enfermagem auxiliam nos procedimentos médicos. Eles também ajudam no monitoramento constante dos sinais vitais.
A composição pode variar conforme a gravidade do caso:
- Casos críticos: médico + enfermeiro + técnico
- Casos moderados: enfermeiro + técnico
- Transferências especiais: médico intensivista + equipe ampliada
Capacitação e Responsabilidades dos Profissionais
Os médicos aeromédicos recebem treinamento específico em medicina de transporte. Eles aprendem a realizar intervenções invasivas em ambiente de voo.
Enfermeiros passam por capacitação em cuidados intensivos aéreos. Eles dominam o uso de equipamentos médicos avançados durante o transporte.
As principais responsabilidades incluem:
- Estabilização do paciente antes e durante o voo
- Monitoramento contínuo dos sinais vitais
- Administração de medicamentos e fluidos
- Operação de equipamentos como ventiladores e monitores cardíacos
Todos os profissionais devem ter certificações em atendimento de urgência. Eles também precisam de treinamento em segurança aeronáutica.
Acompanhamento de Pacientes e Tripulação
Durante o voo, a equipe médica monitora constantemente o estado do paciente. Eles usam equipamentos como monitores cardíacos e ventiladores pulmonares.
A comunicação com hospitais de origem e destino acontece em tempo real. Isso permite ajustes no tratamento durante o transporte.
A tripulação de voo trabalha junto com a equipe médica. Pilotos recebem informações sobre a condição do paciente para ajustar a rota se necessário.
Protocolos específicos guiam cada tipo de emergência médica. A equipe segue procedimentos para casos traumáticos, clínicos, pediátricos e obstétricos.
O acompanhamento inclui registro detalhado de todos os procedimentos. Essas informações são repassadas ao hospital de destino para continuidade do tratamento.
Equipamentos Médicos na Ambulância Aérea
As ambulâncias aéreas transportam equipamentos médicos similares aos encontrados em unidades de terapia intensiva. Esses dispositivos permitem monitoramento contínuo e tratamento avançado durante o voo, garantindo cuidados críticos para pacientes em estado grave.
Equipamentos Essenciais de Suporte à Vida
Os ventiladores mecânicos constituem o equipamento mais crítico a bordo. Eles mantêm a respiração de pacientes inconscientes ou com insuficiência respiratória.
O desfibrilador permite reversão de paradas cardíacas através de choques elétricos controlados. Este equipamento salva vidas em casos de arritmias fatais.
As bombas de infusão administram medicamentos e fluidos de forma precisa. Elas controlam a velocidade e dosagem de medicações críticas durante o transporte.
Equipamentos de via aérea incluem tubos endotraqueais e máscaras de ventilação. Estes dispositivos garantem oxigenação adequada em emergências respiratórias.
Medicamentos de emergência ficam organizados em kits específicos. Adrenalina, morfina e sedativos permitem tratamento imediato de condições críticas.
Tecnologia Embarcada e Monitoramento
O monitor multiparamétrico acompanha sinais vitais em tempo real. Ele mede pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio e temperatura corporal.
O monitor cardíaco detecta arritmias e alterações no ritmo cardíaco. Este equipamento alerta a equipe médica sobre mudanças críticas no estado do paciente.
Sistemas de comunicação conectam a aeronave com hospitais de destino. Médicos podem transmitir dados vitais e receber orientações especializadas durante o voo.
Equipamentos de diagnóstico portáteis incluem glicosímetros e analisadores de gases sanguíneos. Estes dispositivos fornecem resultados laboratoriais básicos a bordo.
Personalização dos Equipamentos Conforme Necessidade
Transporte neonatal exige incubadoras de transporte e ventiladores pediátricos. Estes equipamentos mantêm temperatura adequada e ventilação específica para recém-nascidos.
Casos cardíacos utilizam ventiladores de cuidados intensivos com modos avançados de ventilação. Bombas de infusão duplas permitem administração simultânea de múltiplos medicamentos.
Configurações de trauma incluem dispositivos de imobilização e equipamentos de acesso vascular. Colchões a vácuo e talas pneumáticas estabilizam fraturas durante o voo.
Missões de longa distância recebem equipamentos com maior autonomia de bateria. Cilindros de oxigênio extras e suprimentos médicos adicionais garantem suporte contínuo.
Ambulância Aérea Internacional e Repatriamento
Serviços de ambulância aérea internacional atendem casos complexos que envolvem transporte entre países, com foco especial em repatriamento sanitário. Esses voos medicalizados utilizam aeronaves adaptadas com UTI completa e podem operar ao nível do mar quando necessário.
Transporte Internacional de Pacientes
Ambulância aérea internacional utiliza jatos adaptados especificamente para transportes de longa distância. Essas aeronaves possuem autonomia superior e alta velocidade de cruzeiro.
O transporte é indicado quando a condição do paciente é muito crítica para voos comerciais. Também se aplica quando há necessidade de deslocamento imediato entre países.
Características principais:
- Equipe médica especializada a bordo
- Equipamentos de UTI móvel
- Capacidade para voos intercontinentais
- Autonomia de até 12 horas
Cada caso requer planejamento detalhado devido às complexidades logísticas e regulatórias. O processo envolve autorizações de múltiplos países e coordenação com autoridades aeronáuticas.
Companies especializadas gerenciam todo o processo. Elas garantem que pacientes recebam assistência médica adequada durante todo o trajeto.
Repatriamento Sanitário
Repatriamento sanitário transporta pacientes de volta ao país de origem após tratamento inicial no exterior. Este serviço difere da evacuação médica por ocorrer após estabilização inicial.
O processo é solicitado através de empresas competentes e autorizadas. A Central de Ambulância Aérea é exemplo de organização que oferece esse serviço.
Situações comuns para repatriamento:
- Acidentes durante viagens internacionais
- Emergências médicas no exterior
- Necessidade de tratamento especializado no país natal
- Condições que impedem voo comercial
Voos medicalizados privados garantem continuidade dos cuidados médicos. A equipe médica monitora constantemente os sinais vitais do paciente.
O repatriamento envolve coordenação entre seguradoras, hospitais e autoridades. Empresas especializadas facilitam esse processo complexo para familiares.
Voos Ao Nível do Mar e Pressão da Cabine
Voos ao nível do mar mantêm pressão atmosférica normal dentro da aeronave. Esta configuração é essencial para pacientes com condições respiratórias graves ou pneumotórax.
A pressão da cabine em voos convencionais equivale à altitude de 2.400 metros. Para alguns pacientes, essa redução de pressão pode ser perigosa.
Condições que exigem voo ao nível do mar:
- Pneumotórax não drenado
- Infecções graves do ouvido
- Cirurgias oculares recentes
- Problemas respiratórios severos
Aeronaves pressurizadas podem manter pressão ao nível do mar até altitudes de 3.000 metros. Acima disso, é necessário voar em altitude mais baixa.
Este tipo de voo aumenta o consumo de combustível e pode exigir paradas técnicas. O planejamento de rota considera essas limitações operacionais.
Equipamentos médicos também funcionam melhor em pressão normal. Ventiladores mecânicos e outros aparelhos mantêm performance ideal nessas condições.
Doenças e Condições Clínicas Frequentes no Transporte Aéreo
O transporte aeromédico atende uma ampla variedade de condições médicas que requerem cuidados especializados durante o voo. Doenças cardiovasculares, neurológicas e oncológicas representam os casos mais frequentes, junto com complicações como anemia severa, pneumotórax e trombose venosa profunda.
Condições Cardiovasculares e Neurológicas
Doenças cardiovasculares constituem uma das principais indicações para transporte aéreo médico. Pacientes com infarto agudo do miocárdio necessitam de monitorização constante e acesso rápido a centros especializados.
Indivíduos com marca-passos podem viajar com segurança, mas requerem avaliação prévia. O equipamento deve estar funcionando adequadamente e a documentação médica precisa acompanhar o paciente.
Acidentes vasculares cerebrais demandam transporte urgente para unidades de neurologia avançada. O tempo é crucial para preservar funções neurológicas e iniciar tratamentos específicos.
AIT (Ataque Isquêmico Transitório) também requer cuidados especiais durante o voo. Pacientes devem estar estabilizados e acompanhados por equipe médica qualificada para detectar possíveis complicações.
A pressurização da cabine pode afetar pacientes cardiovasculares. Por isso, a equipe médica monitora sinais vitais continuamente e ajusta medicações conforme necessário durante o transporte.
Doenças Oncológicas e Quadros Complexos
Doenças oncológicas representam casos frequentes no transporte aeromédico internacional. Pacientes em tratamento quimioterápico ou radioterápico necessitam de cuidados especializados durante o voo.
A imunossupressão causada pelos tratamentos oncológicos exige precauções extras. A equipe médica deve estar preparada para lidar com infecções oportunistas e complicações relacionadas à baixa imunidade.
Pacientes com tumores cerebrais ou metástases neurológicas requerem monitorização neurológica constante. Alterações na pressão intracraniana podem ocorrer durante o voo devido às mudanças de altitude.
Obstrução intestinal em pacientes oncológicos demanda equipamentos específicos para descompressão. A equipe deve estar preparada para procedimentos de emergência durante o transporte.
Náuseas e vômitos são comuns em pacientes oncológicos. Medicações antieméticas e hidratação adequada fazem parte do protocolo de cuidados durante o voo.
Anemia, Pneumotórax e Outras Necessidades Especiais
Anemia severa pode ser agravada pela redução de oxigênio em altitude. Pacientes com hemoglobina baixa necessitam de suplementação de oxigênio e monitorização constante dos níveis de saturação.
Pneumotórax representa uma contraindicação relativa para voo. A expansão de gases em altitude pode agravar a condição, exigindo drenagem torácica prévia ao transporte.
Pacientes com doenças respiratórias crônicas precisam de avaliação cuidadosa antes do voo. A capacidade pulmonar reduzida pode ser comprometida pela menor pressão de oxigênio na cabine.
Condições que envolvem gases corporais requerem atenção especial. A lei de Boyle explica como gases se expandem com a altitude, podendo causar complicações em diversas patologias.
A estabilização hemodinâmica é fundamental antes do transporte. Procedimentos como intubação e ventilação mecânica podem ser necessários para garantir a segurança do paciente.
Trombose Venosa Profunda e Riscos Relacionados ao Voo
Trombose venosa profunda (TVP) constitui uma preocupação significativa no transporte aéreo. A imobilização prolongada durante voos longos aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos.
TVP (Trombose Venosa Profunda) prévia contraindica voos comerciais regulares. No transporte aeromédico, anticoagulação adequada e monitorização especializada são essenciais para a segurança.
Fatores de risco incluem cirurgias recentes, câncer, gravidez e histórico familiar de coagulopatias. A avaliação desses fatores determina o protocolo de anticoagulação durante o voo.
Meias de compressão e exercícios passivos fazem parte da prevenção. A equipe médica realiza mobilização adequada dos membros inferiores quando possível.
Sinais de embolia pulmonar devem ser monitorados continuamente. Dispneia súbita, dor torácica ou alterações na saturação de oxigênio requerem intervenção imediata da equipe médica especializada.
Vantagens, Desafios e Considerações na Utilização de Ambulância Aérea
O transporte médico aéreo apresenta benefícios únicos de velocidade e acesso, mas também envolve custos elevados e riscos específicos. A segurança do paciente durante o voo requer protocolos especiais e equipamentos adaptados.
Benefícios do Transporte Médico Aéreo
A principal vantagem da ambulância aérea é a velocidade de resposta. Enquanto veículos terrestres enfrentam trânsito e limitações geográficas, aeronaves voam diretamente ao destino.
O acesso a regiões remotas representa outro benefício crucial. Montanhas, rios e áreas rurais distantes ficam acessíveis em minutos.
Equipamentos de cuidados intensivos estão disponíveis durante todo o transporte. UTIs aéreas possuem ventiladores, monitores cardíacos e medicamentos para emergência.
A capacidade de transferência inter-hospitalar permite levar pacientes para centros especializados. Casos complexos chegam rapidamente a hospitais com recursos adequados.
Em desastres naturais, helicópteros e aviões médicos acessam locais isolados. Eles evacuam vítimas quando estradas estão bloqueadas ou destruídas.
Desafios e Limitações Operacionais
Custos elevados representam o principal obstáculo. Operação, manutenção e combustível tornam o serviço caro comparado ao transporte terrestre.
Condições meteorológicas limitam voos. Chuva forte, neblina e ventos impedem decolagens e pousos seguros.
A cobertura desigual afeta o acesso ao serviço. Regiões mais desenvolvidas têm melhor disponibilidade que áreas rurais.
Limitações de espaço restringem o número de acompanhantes. Apenas um familiar pode viajar na maioria dos casos.
Pistas de pouso adequadas nem sempre existem próximas ao destino. Isso pode exigir transporte terrestre adicional.
Cuidados com o Paciente e Segurança Durante o Voo
Protocolos de segurança rigorosos garantem voos seguros. Pilotos passam por treinamento especializado em emergências médicas.
Mudanças de pressão e altitude afetam alguns pacientes. A equipe médica monitora constantemente sinais vitais durante o voo.
Equipamentos são fixados adequadamente para evitar movimentação. Macas possuem sistemas especiais de estabilização.
Comunicação constante com hospitais permite ajustes no tratamento. Médicos recebem informações em tempo real sobre o estado do paciente.
A tripulação médica inclui profissionais treinados em medicina aeroespacial. Eles conhecem os efeitos do voo no corpo humano.
Leia também:

